Passos em falso na Comunicação

Atravessamos um momento complexo nas nossas sociedades. A pandemia, claro. Mas também uma situação, talvez, ainda mais problemática: não estamos a conseguir comunicar uns com os outros.

É mais do que provável que todos nós já tenhamos sentido, em algum momento, que a nossa mensagem não está a passar. Usualmente, temos tendência a achar que a outra pessoa é que não está a perceber nada do que lhe estamos a dizer.

Quando isso acontece, é provável que estejamos a cometer alguns “pequenos” erros dos quais, muitas vezes, nem nos apercebermos;

  • Não escutamos o outro. Estamos a ouvi-lo já a pensar na resposta que vamos dar a seguir e interrompemos sempre que alguma coisa não nos soa muito bem;
  • Utilizamos palavras que são verdadeiros bloqueadores de conversas como o MAS: «Eu compreendo o que diz, MAS…»;
  • Colocamos rótulos nas pessoas como “o/a arrogante”, “o/a que tem a mania que tem sempre razão”, “o/a que não sabe nada”, “o/a de esquerda ou de direita”, “o/a irritante”, “o/a extremista”. E não olhamos para além destes mesmos rótulos;
  • Iniciamos as conversas já irritados, zangados ou frustrados com a ideia de “já sei que me vou aborrecer”, “já sei que não vou conseguir nada com esta pessoa”;
  • Pensamos que não vale a pena, que não vai correr bem: quando damos uma batalha por vencida, é mais provável ainda que seja esse o resultado que obtemos.

São pequenos passos em falso que nos impedem de comunicar melhor uns com os outros, nos impedem de trocar opiniões, de crescermos juntos e construirmos algo em conjunto. Não é fácil ultrapassar estas situações. São hábitos que temos que ir criando na nossa vida para que cada vez menos estas situações ocorram.

E como?

Voltarei a este tema…

Sílvia Vilas, Psicóloga

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *