Parar, respirar, criar

O autocuidado envolve muitos aspectos, um daqueles que considero essenciais é a capacidade de manter a criatividade. A energia criativa é definida por Carl Jung como a libido, a energia que governa a psique. Enquanto houver libido, há desejo, há ânimo, há vontade… uma vontade dirigida a um fim criativo, seja ele um projecto, uma relação, a redecoração de um espaço, a expressão plástica… é o contacto connosco mesmos, o contacto com aspectos inconscientes que estão adormecidos ou fora do nosso leque de atenção, e é assim que expandimos a nossa consciência de nós mesmos e descobrimos fontes de prazer inesperadas, fontes que estavam enterradas dentro de nós… insuspeitas, à espera de serem descobertas e jorrarem alegria, surpresa, bem-estar!

A satisfação e o bem estar estão dentro de nós, ao alcance de um momento de paragem, no intervalo consciente entre uma inspiração e uma expiração, na ação criativa de uma construção de areia, num desenho a grafite ao final do dia, na observação das nuvens nas quais descobrirmos formas que podem ser animais, fadas, monstros, flores… personagens e estórias que temos dentro de nós e que saem para a luz da consciência com toda a sua novidade e alegria

Por isso sem entrar em aspectos clínicos ou técnicas terapêuticas como o sandplay, recomendo como forma de auto-cuidado que Parem, Respirem e Criem, conectem com a vossa energia criativa.

Cuidem-se e aproveitem as oportunidades que o verão traz consigo.

Matilde Saldanha Fernandes

Psicóloga e Psicoterapeuta

2 Comments on “Parar, respirar, criar”

  1. Artigo muito pertinente, sobretudo no contexto atual 🙂
    Adoro criar!! Adoro respirar o Sol que me enche de boas energias! Vamos sorrir a cada novo dia que nasce!
    Viva a criatividade!

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